A parede toracica

Alguns podem achar que a parede torácica só serve para proteger os órgãos internos como o coração e os pulmões. No entanto é um importante órgão fisiológico, auxiliando todo o processo de respiração. Pode ser sede de várias doenças na Cirurgia torácica, como infecções, malformações (ou defeitos congênitos) além de tumores benignos e malignos.

Todos esses problemas devem ser vistos por um cirurgião torácico.

Um dos problemas mais frequentes são os defeitos congênitos da parede torácica. São chamados pelos médicos de Pectus, que podem ser carinatum (peito carinado ou de pombo) ou excavatum (peito escavado ou de sapateiro). Existem técnicas hoje em dia conhecidas como minimamente invasivas para correção dessas doenças. A melhor época para o tratamento dessas crianças é antes da puberdade, por isso não deixe que seu filho fique com complexo de um problema tão simples de ser tratado, leve-o a um especialista.

A pleura

A pleural é uma fina camada que reveste os pulmões e o mediastino, além da própria parede torácica. É um importante adjuvante na cirurgia torácica e na pneumologia, por ser sede de várias alterações. O pneumotórax é uma delas. É a presença de ar na pleura, ou mais corretamente, na cavidade pleural – espaço virtual existente entre as costelas e os pulmões. É uma situação de emergência que deve ser vista imediatamente por um cirurgião torácico.

O derrame pleural, ou popularmente conhecido como “água nos pulmões”, é o acúmulo de líquidos nessa mesma cavidade pleural. Pode ter inúmeras causas, mas todas devem ser exaustivamente investigadas, pois em nenhuma situação o seu acúmulo é normal. E há ainda o hemotórax – ou acúmulo de sangue na cavidade pleural. Na grande maioria dos casos é consequência de traumatísmo no tórax, e também é uma situação de emergência médica que deve ser vista imediatamente por um cirurgião do tórax.

O Dr. Alexandre fez seu mestrado pela Unicamp neste tema, mais especificamente em hemotórax e pneumotórax nos traumas de tórax, testando inclusive um revolucionário dispositivo de drenagem pleural, o DVU, que ganho prêmio Governador do Estado de São Paulo como invenção em saúde.

A produção bibliográfica

Hoje não há mais médico que possa tratar com segurança de seus pacientes que não esteja constantemente atualizado, sempre atento às mudanças da medicina e também às mudanças e anseios da sociedade como um todo. O médico deve sempre manter-se a par das evidências científicas que suportem ou que descartem determinados tratamentos. Esse é o papel da Medicina Baseada em Evidências. Nenhum médico hoje em dia pode usar as frases “Eu trato assim há vários anos”, ou “Na minha experiência esse é o melhor tratamento”. A não ser que ele seja a maior experiência do mundo e que tenha publicado essa experiência em algum jornal científico médico, ele está mostrando somente a sua opinião pessoal.

Essa opinião pessoal deve ser hoje em dia baseada nas evidências que a ampla literatura médica oferece, com revisões e meta-análises, trabalhos bem desenhados e com embasamento técnico, científico e estatístico.

Por isso mesmo é que o Dr. Alexandre Garcia preocupa-se em manter-se atualizado dia após dia, através de suas linhas de pesquisa próprias, suas publicações nos jornais leigos da sua comunidade e como Membro do Corpo Revisor para Evidências Científicas em Cirurgia Cardiotorácica da McMaster University (MORE – McMaster Online Rating of Evidence).

Para maiores informações, consulte o Currículo Lattes do Dr. Alexandre Garcia de Lima.

Broncoscopia

Existem basicamente dois tipos de broncoscopias, as diagnósticas e as terapêuticas. Normalmente as diagnósticas são feitas com aparelhos flexíveis, muito semelhantes àqueles usados para endoscopia do estômago, e podem ser feitas com anestesia local, com o paciente recebendo alta momentos após. Já a rígida necessita de antestesia geral, mas normalmente a internação não passa de 12 horas.

As broncoscopias são exames eficientes e uma excelentes ferramenta no diagnóstico das doenças do tórax. Em 2006 o Dr. Alexandre Garcia teve a felicidade de realizar um treinamento na Europa de técnicas avançadas de endoscopia respiratória ou broncoscopias, as novíssimas broncoscopias de auto-fluorescência e as broncoscopias com ultrassom endoscópico, ferramentas já em uso no primeiro mundo mas que ainda estão começando no Brasil.

Câncer de Pulmão

O câncer ou neoplasia maligna de pulmão é o grande inimigo a ser vencido na Medicina Torácica e Respiratória. Podemos dizer que o pai do câncer de pulmão é o cigarro.

Sabemos que mais do que 20% da população é fumante, e que invariavelmente boa parte desses fumantes vão ter algum problema, seja respiratório, como câncer de pulmão, enfisema pulmonar ou bronquite crônica, seja ele em outros locais, como nas artérias com consequentes infartos cardíacos, derrames cerebrais, amputações por problemas circulatórios.

O câncer de pulmão é agressivo e deve ser tratado rapidamente. Naqueles pacientes que são fumantes, todo esforço deve ser feito para o diagnóstico precoce, o que melhora muito a chance de cura.

A cirurgia é o melhor tratamento disponível, e todo esforço deve ser feito para que o paciente com diagnóstico de câncer de pulmão seja operado.

O Dr. Alexandre Garcia tem como grande preocupação o hábito de fumar e suas sequelas. Fez um estágio para aprendizagem de técnicas avançadas de tratamento de câncer de pulmão na Polônia (veja TEMLA) e atualmente está colocando em prática esse procedimento. Mas o melhor é não chorar sobre o leite derramado, e evitar ter esse grave problema de saúde, o câncer ou neoplasia maligna de pulmão, não fumando e fazendo campanha para que todos deixem de fumar.

Cessação de tabagismo

Pare de fumar ontem, faça propaganda para que ninguém comece a fumar. Esse é o melhor ato de amor e solidariedade que você pode ter para com você ou para com seus amigos e familiares.

O cigarro é o maior responsável pela mortes evitáveis no mundo, seja por câncer de pulmão, infarto cardíaco, derrames cerebrais ou enfisema pulmonar. O cigarro é uma droga, a nicotina vicia como qualquer outra substância tóxica. Ninguém nasce fumando, então ninguém precisa desta droga. Pare de fumar hoje mesmo. Procure ajuda.

Sabe-se que somente 1/3 de quem tenta parar de fumar sozinho realmente consegue, sem voltar àtras. No entanto, com a ajuda de profissionais, 85% das pessoas param de fumar e nunca mais voltam a esse horrível vício. Há hoje em dia vários tratamentos, conforme o nível de sua dependência e conforme os malefícios que o cigarro já fez. Não há nível seguro para fumar. É mentira que 3 cigarros por dia não causa mal, é falácea aquela história de que “meu avô fumou até 90 anos e morreu dormindo”, uma hora ou outra, independente do quanto você fuma, irá sofrer as consequências.

Pare de fumar, pratique esportes, leia livros, coma comidas saudáveis, seja educado e seja honesto, não tolere falcatruas e seja ético, evite gorduras, faça um investimento em você mesmo, porque se você não fizer, ninguém fará por você. E saúde não cai do céu.

Cirurgia Minimamente Invasiva - Videocirurgia

Esse é sem dúvida um dos grandes avanços da cirurgia. Com incisões ou cortes menores, instrumentos mais delicados e mais eficientes, o que tornam os procedimentos mais seguros, as cirurgias minimamente invasivas, videocirurgias (cirurgias com aparelhos de vídeo) ou toracoscopias têm ocupado uma grande porcentagem dos procedimentos em Cirurgia Torácica.

Uma das cirurgias minimamente invasivas mais realizadas hoje em dia em Cirurgia Torácica é a Simpatectomia torácica por videotoracoscopia, para o tratamento da hiperidrose ou suor excessivo.

A recuperação é mais rápida e o tempo de internação é menor, com dor aguda no pós-operatório mais leve.

Enfisema Pulmonar

Esses são problemas clínicos relacionados em sua maioria ao cigarro.

Muitos esforços têm sido feitos para o tratamento dessas sequelas do tabagismo, e especificamente para o enfisema pulmonar, há vários anos vêm-se empregando uma cirurgia para melhora da qualidade de vida chamada Cirurgia de Redução Volumétrica Pulmonar (da sigla em inglês LRVS).

As indicações dessa cirurgia são muito específicas e poucos pacientes com enfisema irão realmente se beneficiar. O melhor mesmo, ainda, é não fumar.

Hiperidrose

O suor excessivo (hiperidrose ou do inglês hyperhidrosis, de onde alguns escrevem em português hiperhidrose) pode ser localizado ou generalizado. Pode haver muitas causas e todas devem ser investigadas pelo seu médico antes da decisão do tratamento. Pode atingir de 1 a 4% da população, mas somente 30% das pessoas com esses problema já consultaram seu médico. Para a boa parte dos casos existe uma cirurgia chamada de simpatectomia. Nada mais é do que a retirada de um pequeno pedaço de um nervo, a chamada cadeia simpática, que funciona demais e estimula a produção de suor excessivo.

A simpatectomia tem bom resultado para quem tem suor excessivo para mãos, axilas, pés, cabeça, crânio ou face. É um procedimento simples, rápido, seguro e eficaz. A internação via de regra não passa de 12 horas. O índice de satisfação com a cirurgia é altíssimo, mesmo acontecendo o principal efeito colateral que é o suor compensatório – começar a suar em outro lugar que não suava antes da cirurgia. Hoje em dia, com o avanço sobre o conhecimento desta cirurgia e constante atualizações, pode-se diminuir a chance de ocorrência e de intensidade deste efeito colateral. Os cirurgiões devem estar sempre atualizados com o tema para oferecer o melhor para os pacientes.

O Dr. Alexandre Garcia encontra-se imerso no maior centro de pesquisa brasileiro e talvez um dos maiores do mundo sobre simpatectomia, através de seu doutoramento, no InCor-USP (Instituto do Coração da Universidade de São Paulo), além de contar com uma linha de pesquisa própria no Hospital Estadual Sumaré, vinculado à Unicamp em Campinas.

Mediastino

O mediastino é o espaço compreendido entre os dois pulmões. Comporta importantes e vitais estruturas, como o coração, a traquéia, o esôfago, a aorta e as veias cavas (principais vasos sanguíneos do corpo).

O Cirurgião Torácico está habilitado a trabalhar nesta região delicada, com a máxima segurança e eficiência. Várias doenças da área da Medicina Torácica pode afetar essa região. Sempre um cirurgião torácico deve ser consultado.

O Dr. Alexandre fez um treinamento especial na Europa em 2006, mais especificamente no Hospital de Doenças Respiratórias de Zakopane, na Polônia, sobre uma revolucionária técnica cirúrgica do mediastino (um tipo de mediastinoscopia - olhar dentro do mediastino), capaz de ser utilizada em várias doenças.

Traquéia

A traquéia é o conduto de ar para dentro dos nossos pulmões. Só lembramos que ela existe quando vemos alguém com aqueles “aparelhos para respiração” no pescoço. Aqueles “aparelhos” são chamados de traqueostomias, e podem ser utilizados para facilitar a respiração momentanea ou definitivamente.

A maioria dos pacientes com traqueostomia passaram por internações prolongadas e por doenças sérias, mas quase todos têm a possibilidade de se ver sem esses aparelhos. No entanto, é sempre necessária a avaliação médica e a realização de broncoscopia. Sabemos que só o exame clínico detecta apenas 50% das alterações na traquéia, tornando imprescindível a realização da broncoscopia.

As sequelas mais frequentes são as estenoses de traquéia, que são estreitamentos da passagem de ar, muitas vezes graves, impedindo a pessoa de respirar normalmente. Felizmente conseguimos tratar e reestabelecer esses pacientes à sua vida normal e seu trabalho.